Estudos indicam que depende do modo que é feito o processo, para obter resultado

A Escola Família Agrícola (EFA) de Macaúbas/BA realiza aulas práticas voltadas aos cursos que são oferecidos na unidade de ensino. Ela, que fica localizada na Comunidade do Pajeú, tem um espaço acessível para os alunos realizarem processos educativos e agroecológicos, que são ofertados na teoria, em sala de aula.

Um desses mecanismos de aprendizado é conhecido como Enxertia. Na EFA, os estudantes podem fazer o processo com o umbu.

Essa que é uma forma de multiplicação vegetativa muito usada para espécies frutíferas. Ao todo são feitos dois métodos. Um deles é o enxerto e o porta enxerto, que ficam na parte de cima e são responsáveis pela produção dos frutos da variedade desejada.

Já o porta- enxerto é o sistema radicular, que realiza o suporte da planta, o fornecimento de água e outros nutrientes, a adaptação da planta às condições do solo e do clima e por fim a proteção contra doenças.

Em geral, o enxerto é realizado a partir de uma ferida criada em uma das plantas para que a outra seja inserida e os tecidos de ambas possam crescer juntos. Mas é necessário que essa parte que estava exposta fique protegida, pelo menos, até que cicatrize e, assim, evite pragas e doenças no enxerto.

Nem sempre o processo terá sucesso, mas tudo depende da compatibilidade entre as espécies envolvidas. Estudos indicam que enxertos em diferentes gêneros da mesma família raramente são compatíveis, mas enxertos de diferentes espécies dentro do mesmo gênero podem sobreviver.

Por: João de Jesus / Foto: Divulgação